Fui reprovado no exame psicológico na PM/SP, e agora?

A vida de quem está passando pela etapa de um concurso público é extremamente desafiadora, e tem se tornado cada vez mais frequente a reprovação numa das etapas finais e altamente subjetiva, que é o exame psicológico.


Será buscando auxiliar aqueles que estão diante dessa situação que essas breves linhas servirão.


Quando falamos no caso de reprovação no exame psicológico da Polícia Militar o caso é ainda mais delicado, e merece atenção. Isso porque, nós já sabemos que essa é justamente umas das etapas mais importantes do concursando, afinal, a atividade policial militar é altamente estressante, exigindo tomada de decisão rápida que envolve a própria vida e a vida de outras pessoas.


Assim, essa nobre profissão requer do profissional um controle e estabilidade emocional, para lidar diariamente com situações complexas, além de perfil de liderança e aptidão para relacionamentos interpessoais.


Por esses motivos, notamos que está cada vez mais frequente a reprovação no exame psicológico, causando certa perplexidade no candidato que não sabe ao certo qual o motivo da sua reprovação, e vendo diante de seus olhos a possiblidade de perder aquilo que ele tanto almejou.


Sem entrar no mérito da postura e preocupação da Polícia Militar na análise do perfil psicológico do candidato, devemos primeiramente ressaltar que não basta a simples previsão no edital do exame psicológico como uma etapa do concurso, devendo necessariamente existir uma lei que pré-determine a necessidade desse exame.


No caso da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a Lei Complementar nº 1.291/ 2016 estabelece as etapas para aprovação no concurso público, entre elas, o exame psicológico que se destina à avaliação das características cognitivas e de personalidade do candidato para o desempenho adequado das atividades inerentes à carreira pretendida.


Depois disso, o que é extremamente importante esclarecer é que a avaliação psicológica necessariamente depende de critérios objetivos previamente fixados e publicados, significa dizer, que o candidato não pode ficar à mercê da subjetividade quanto a sua avaliação.


Lembremos que todos os atos da administração precisam ser motivados, de modo que é necessária a fundamentação adequada dessa reprovação e o modo como foi avaliado o candidato, uma vez que critérios altamente subjetivos podem ensejar até mesmo uma avaliação discriminatória, o que é inadmissível.


Outra coisa que é importante saber, é que as ações contra a administração pública necessitam de demonstração de ilegalidade, uma vez que o Poder Judiciário não pode entrar no mérito administrativo, isto é, não pode avaliar se foi certa ou não a reprovação, mas apenas se ela está de acordo com os critérios estabelecidos



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